Categoria: Saude

Vale a pena usar funchicórea contra cólica em bebês?

Vale a pena usar funchicórea contra cólica em bebês?

Funchicórea promete resolver o desconforto de cólicas em bebês, mas o fitoterápico divide as opiniões

Cólica pode incomodar recém-nascido até os seis meses de vida © iStockphoto.com/deymos

As cólica em recém-nascidos deixam qualquer mãe preocupada. O problema é comum em bebês com 15 dias até, normalmente, três meses de vida. A dor pode ser tão forte que o bebê fica vermelho, se encolhe e tem choro estridente. Em meio as alternativas para amenizar o desconforto, existe a fuchicórea, um fitoterápico polêmico.

Vendido em pó, o medicamento contêm em sua fórmula folhas de chicória, de ruibarbo, de funcho, além de carbonato de magnésio e sacarina, que lhe confere um sabor adocicado.

Todos esses compostos juntos prometem acalmar as dores da criança. No entanto, o que parece a solução definitiva contra a cólica apresenta algumas desvantagens e não é indicado por grande parte dos especialistas.

Como usar a funchicórea
O uso correto da funchicórea, segundo Clay Brites, pediatra e neuropediatra do Instituto NeuroSaber é diluir o medicamento na água e dar para o bebê a cada 3 horas durante o período de cólica. “Mas tal orientação é do fabricante, pois sua administração não é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatra”, alerta.

Leia também: Atroveran Anvisa

O medicamento, inclusive, chegou a ser retirado das prateleiras pela Anvisa em 2012, mas no ano seguinte foi novamente liberado. Já Roberto Debski, médico especialista em homeopatia e acupuntura pela Associação Médica Brasileira acredita que a funchicórea pode sim ser utilizada.

“Porém, se os episódios de cólica forem recorrentes, e outros sintomas aparecerem, como febre, ou secreção ou sangue nas fezes, pode não se tratar de uma simples cólica e o pediatra deverá ser consultado para avaliar o bebê, a fim de fazer um diagnóstico e iniciar o tratamento indicado”.

Desta forma, os pais devem sempre procurar um especialista, para que este faça um diagnóstico completo e oriente sobre a melhor forma de lidar com o desconforto.

Por que os especialistas desaconselham o uso?
A polêmica sobre o uso ou não da funchicórea, de acordo com a classe médica, tem relação com os seus efeitos colaterais. “Pode causar vômitos e diarreia. E por ser em pó, os pais podem administrar erroneamente, como colocar a funchicórea direto na chupeta ou dentro da boca das crianças, o que poderia levar a asfixia”, explica o pediatra.

Além disso, o sabor adocicado vindo do adoçante sacarina desestimula o aleitamento materno. “Nada disto compensa o uso”, alerta Brites. A recomendação do pediatra é de que os pais não deem o fitoterápico para seus bebês. “Como não tem evidências científicas de segurança e se desconhece seu real efeito no organismo, a comunidade pediátrica não a indica”, conclui.

Cólica menstrual pode doer tanto quanto um ataque cardíaco

Cólica menstrual pode doer tanto quanto um ataque cardíaco

Só quem é mulher sabe o que é sofrer com as cólicas menstruais. Agora, finalmente, um especialista reconhece que as dores são tão fortes quanto a de um ataque cardíaco.

10 dicas para você driblar a cólica menstrual
De acordo com a Academia Americana de Médicos da Família, os períodos menstruais dolorosos –chamados de dismenorreia– podem interromper o dia a dia de uma em cada cinco mulheres. Apesar disso, ainda há poucos estudos a respeito da condição e do seu tratamento.

Crédito: Getty Images/iStockphoto
Mulheres descreveram a dor das cólicas como “quase tão ruins quanto um ataque cardíaco”
O ginecologista Frank Tu, diretor do departamento de dor ginecológica da NorthShore University HealthSystem, disse entrevista ao site Quartz que “alguns médicos são ensinados a dar analgésicos para cólicas, mas eles podem não ser suficientes”.

Leia também: remédio para Cólica menstrual

Alimentação saudável e exercício físico ajudam a evitar cólica menstrual
Quão grave? John Guillebaud, professor de saúde reprodutiva no University College de Londres, diz que algumas pacientes descreveram a dor como “quase tão ruim quanto um ataque cardíaco”.

Como tratar

De acordo com o site Minha Vida, para a dismenorreia primária o tratamento mais comum é à base de medicamentos antiespasmódicos. Caso não surtam efeito para diminuição da dor, Junqueira explica que outra alternativa com excelentes resultados é a administração de anti-inflamatórios.

Já para secundária o melhor tratamento deve ser indicado pelo médico, não apenas visando o alívio da dor, mas sim, o combate à doença.

ter uma vida saudável é mais fácil e barato do que você imagina

Ter uma vida saudável é mais fácil e barato do que você imagina

Artigo de especialista – Juliana Sousa*
Ser saudável é um desejo unânime: podemos dizer que a grande maioria das pessoas quer iniciar uma vida ativa e almeja ter uma alimentação equilibrada. Todos nós sabemos dos prazeres e benefícios de ter hábitos mais saudáveis, porém, a atitude das pessoas nem sempre caminha em direção a esses objetivos.

Infelizmente, uma vida saudável ainda é associada a muita privação, sacrífico e grande investimento financeiro. Isso ocorre devido à esperteza das grandes marcas em identificar maior procura por saúde, dessa maneira surgiram diversos e variados produtos relacionados a uma vida mais saudável, e absurdamente mais caros do que os produtos considerados “comuns”.

Vamos usar como exemplo o arroz. Há alguns anos tínhamos o conhecimento apenas do arroz branco (bom, pelo menos eu era assim). Atualmente você acaba ficando perdido em uma prateleira desse alimento. Temos arroz branco, arroz integral, negro, vermelho, castanho, 7 grãos, entre outros tipos que prometem mais saúde no seu prato. Nem todos eles são tão caros. O integral, por exemplo, não é muito mais caro do que o arroz comum. Mas vamos imaginar que colocaram na sua cabeça que para ter saúde você tem que comer o arroz negro, e você nunca compra porque é caro demais. No entanto, não seria um prato de salada, arroz branco, feijão e frango grelhado anos-luz mais saudável e barato do que aquele fast food que você come todos os dias no almoço porque não tem dedicação e nem tanto dinheiro para investir em uma vida mais saudável?

É claro que todos esses produtos “fitness” (com exceção dos produtos que literalmente enganam as pessoas) são facilidades que ajudam dentro de uma alimentação saudável. O arroz negro, por exemplo, contém muito mais proteínas, fibras e ferro até mesmo do que o integral, mas custa R$ 25,00 meio quilo. Sou contra a ingestão de arroz negro para ter mais saúde? Não, eu consumo (às vezes) e amo! Sou contra dizer que você terá mais saúde APENAS se consumir o arroz negro? SIM! Ou seja, se puder, invista, caso contrário, simplesmente pare de comer produtos industrializados (barrinhas, bolachas, entre outros) e restrinja a sua alimentação apenas a frutas, legumes, hortaliças, carnes, ovos, castanhas e arroz com feijão (que vem no saquinho, mas é um grão). Coma esses alimentos de três em três horas e você vai perceber que quando coloca o seu despertador para sinalizar nesse período, e você realmente se alimenta quando ele toca, a sua vontade de comer comidas “não saudáveis” será praticamente nula. E se sentir essa vontade, você não vai exagerar na dose, e sim comer apenas um pouco do que você está com desejo (e não, isso não é errado! Vida saudável é equilíbrio! Restrição é para atletas, mas isso é outra história).

Leia também: celulite

Outra observação: fazer essa alimentação, além de ser muito mais saudável, também é muito mais barato do que uma dieta recheada de fast food e produtos industrializados, que costumam ser caros. Porém, é necessário que você visite uma nutricionista. Essa é uma dica comportamental, e não nutricional. Acredite, se você tentar montar a própria dieta, com certeza faltará nutrientes. Dieta é algo muito específico, não existe uma “dieta padrão” que possa ser aplicada por todos. Mas, fazendo a troca de produtos industrializados por produtos naturais e criando o hábito de comer a cada três horas, a sua alimentação será mais saudável do que uma totalmente cheia de açúcar e desregrada, e você estará mais “educado” para se alimentar corretamente quando for ao nutricionista. Vai melhorar a sua saúde e facilitar o trabalho dele! Fica a dica: fuja dos nutricionistas que cortarem totalmente o seu carboidrato ou encherem a sua dieta com alimentos que você simplesmente odeia. Claro que se você odiar frutas e verduras, ele irá usar estratégias para que você goste. Mas, se você sente ânsia com ricota, por exemplo, e ele te pedir para comer no café da manhã, dificilmente essa reeducação alimentar irá funcionar.

Sendo assim, se você puder financeiramente aproveitar as facilidades da vida saudável, ótimo. Mas não tenha em mente que é necessário um investimento absurdo na alimentação para ter mais saúde. Mesmo que você não possa comprar alimentos caros, existem outras facilidades acessíveis, como aplicativos gratuitos que ajudam a lembrar a hora certa de comer e beber água, assim como canais que dão dicas de saúde (confie apenas naqueles que oferecem informações vindas de profissionais formados e devidamente qualificados). A academia não precisa ser a mais cara da cidade, mas desse investimento não tem como fugir. É muito legal (motivante, seguro e válido) treinar com um bom personal, mas se você não pode investir, não deixe de treinar por causa disso. Porém, não treine sem orientação! Se não pode contratar um bom personal trainer, encontre um bom professor de sala. Certifique-se que a sua academia ofereça professores bem-conceituados, caso contrário você pode chegar a ter algum tipo de lesão por causa da orientação de profissionais mal preparados. Infelizmente é uma realidade triste na nossa área. Outra coisa: aposto que você tem plano de saúde e nunca usa. Que tal agendar uma consulta e fazer uma bateria de exames de sangue para conferir se está tudo ok? Nutricionista não tem jeito: tem que pagar e nem sempre o mais caro é o melhor, mas os bons não costumam ser tão baratos. Porém, é um investimento necessário, e saúde é sempre prioridade. Alguns planos de saúde oferecem essa opção também, confira o seu.

É preciso que as pessoas não apenas se conscientizem sobre a importância de uma vida mais saudável, mas também saibam que além de ser muito prazeroso, esse estilo de vida não precisa se enquadrar em alimentos caríssimos e sofrimento exagerado. É claro que dedicação e força de vontade sempre serão primordiais para esse objetivo. Mas, relacionar a saúde a algo praticamente inatingível, repleto de sofrimento e ao alcance de poucos, afasta muitas pessoas que poderiam se enquadrar perfeitamente em uma vida mais saudável, mas não se enquadram porque acreditam na mentira da NECESSIDADE de grande investimento financeiro e de sacrifício de um fisiculturista. Cada um de nós tem seus gostos e realidade. Cabe a população não ouvir conselhos de pessoas que não são da área, e aos bons profissionais oferecer saúde de acordo com as limitações e possibilidades de cada um.